Wednesday, December 11, 2013

Linhas de amor..


Linhas de amor…
Estas linhas que hoje quero escrever
Quero com elas muito poder…
Poder falar… Poder ousar
Poder ao mundo algo revelar
Linhas… Linhas não mais que espaços
Repletos de silêncios, plenas de compassos
Que se usam como demarcação
Como espaçamento de cada estação
Mas… Agora quero delas me afastar
E em algo muito mais especial me centrar
O que quero poder falar
O que quero poder enfatizar
Um sentimento… Forte e voraz
O sentimento… O sentimento perfeito de amar
De amar… De te amar
De te amar e poder dar amor
A ti… Ninfa dotada de máximo esplendor
Corre a pena nesta equação sem fim
Equação feita cálculo com aroma de jasmim
Voa tempo, voa sensação de investimento
Investimento em suspiros e em cada elemento
Que pela cabeça passa…
E que muito ultrapassa
Pensamento que consome até à exaustão
Um poema de amor… Uma vontade de paixão
Que por ti em mim vai
E que a mim me contrai
Nesta galáxia em que te desejo
Nesta mundana geração em que te beijo
Em que te toco, em que te espero
Em cada momento, em cada segundo
Para vivermos… Este manancial de vida tão profundo
Chamado amor
Amor por ti… Deusa de máximo valor…

João Paulo S. Félix

Tuesday, December 10, 2013

Mão na mão...


Mão na mão…
Naquele fim de tarde fui por ti chamado
Para ir contigo a um lugar muito mágico… Muito encantado!
Fomos para o meio do nada… Sitio de coisa nenhuma…
Observar algo… Algo com essência alguma
Um espaço recôndito… Por entre os pinheiros e a terrena caruma
Onde fomos ser espectadores… De um acontecimento de deslumbrar
O pôr-do-sol… Que nos fez um do outro aproximar…
Aproximar e colocar mão na mão…
Mão na mão: Sem uma única palavra mas um ato cheio de intenção
A intenção de quem ama: De quem ama com o coração
E mão na mão sem dizer que não
Cruzamos olhares, lançamos promessas
Promessas sinceras, promessas honestas
De querer sempre assim estar
Assim para sempre poder elevar
Um verbo fundamental: O verbo amar
Assim… Simplesmente assim… Mão na mão
Corre o sangue mais veloz pela cardíaca estação
Por saber ser portador de uma temperatura escaldante
Que surge quando se deixa de ser errante
E se passa a ter razões para ser… Ser mais ser
E que perfeito aquele entardecer…
Juntos… Mão na mão..
A desenvolver com convicção
A paixão…
Tão pura, tão intima, tão sentida
Sentida e com a certeza de que nada a fará ser fé diluída
Fé e profissão de um sentimento
Que causa vontade de sorrir, que causa contentamento
Um contentamento nada moderado
Porque no amor nada é pesado, pensado ou ponderado
Porque no amor não há barreiras, jamais há limitação
Porquê? Porque é vivido intensamente… Porque é vivido: Mão na mão…

João Paulo S. Félix

Wednesday, November 13, 2013

Coisas do Outono...


Coisas do Outono…
Desço nesta tarde as ruas e cada cidadela
Cada quelho, beco ou ruela…
Deste espaço feito espanto
Desta cidade feita encanto
Vou sentindo no ar
O aroma da castanha a estalar
Que saborosa deve estar…
E mais ando, mais avanço…
E dou por mim a dar balanço
Rumo ao jardim
A um lugar belo e sem fim
Onde folhas telúricas pelo chão abundam
Folhas que se desmoronaram com a nova estação
Aquela que nos traz a sensação
De noites mais gritantes e congelantes
De dias mais curtos e efémeros
Sigo e sinto o fender-se dos galhos e das folhas
Amarelas, vermelhas e castanhas…
Cores que nesta fase não me são estranhas…
Dou por mim a sentar-me…
E no casaco a aninhar-me…
E poder contemplar
Tudo o que me envolve, todo aquele lugar
E no ar sinto som de melodias
Melodias calmas que causam melancolias
Melancolias e abolias
Abolias que abrem espaço ao pensamento
Pensamento do que se passou, pensamento de cada momento
E enquanto penso sinto quedar
Algo da árvore, um fólio que me veio raspar
A minha fronte e que veio cair no chão
Com cada sentimento meu, com cada pedido ou evocação
De vontade de felicidade… Aqui, no hoje… para toda a eternidade!

João Paulo S. Félix

Wednesday, October 30, 2013

Teia de amor..


Teia de amor…
Naquela tarde da nossa vida
Te fui buscar para passear… Porque a isso o tempo convida…
E juntos fomos por trilhos e caminhos
Que nos deram a conhecer
Uma realidade da natureza a florescer
A florescer pelo que cada elemento estava a sentir
A sentir que por ali… Algo estava a emergir
Uma flora de sentimentos de coração
Coração que nos leva à paixão
E juntos, sempre juntos e bem perto
Fomos por cada lugar nunca dantes por nós descoberto
Avançamos… Avançamos e caminhamos
Mais em frente e na direcção
Que nos era indicada pela nossa humana condição
Até que algo nos atrai
Atrai e chama a atenção…
Para que possamos ver… Observar
Era uma teia de aranha… que te fez exclamar
Tem a mesma textura que a minha
Aquela que em meu coração fundaste
Com o teu carinho e todo o meu ser mudaste…
Mudaste para poder tecer
Contigo uma teia… Uma teia de enternecer
Porque nela estão votos, porque nela estão promessas
Feitas com desejo, feitas com obsessão
Uma obsessão a algo fora do vulgar
Um acto…Um acto maior de amar
Amar e ser amado…
Amar e ser elevado…
Para um nível superior de vida e de pensamento
Um pensamento sempre ligado… Um pensamento repleto de sentimento
Tudo porque se teceu, no tear da felicidade
Uma teia que se quer… Para toda a eternidade…

João Paulo S. Félix

Tuesday, October 29, 2013

Balançar: Balançar para te poder amar...


Balançar: Balançar para te poder amar…
Numa certa tarde da outonal estação
Recebo de ti uma mensagem, um convite feito tentação
Para contigo ir ter ao parque infantil
Dou por mim a julgar… Que estás deveras senil
Mas sigo em mim um impulso
Impulso para seguir o meu curso
Que me conduz a ti… Que te vê naquele lugar
Ao lado do baloiço e para mim começas a olhar
Olhar e a provocar
Dizes-me… Vem-me empurrar
Empurrar para desse modo me puderes amar
Sinto êxtase e de ti me vou abeirar
Te vejo a sentar…
A sentar e a quereres balançar
Balançar naquele baloiço
E nele só o coração e o sentimento ouço
Já no alto céu te sentes
Nele consigo vislumbrar os teus cabelos resplandecestes
Sinto algo que me leva a te deter
A te deter e para mim te querer
Paro o teu baloiçar
Baloiçar… Balançar… Para te poder beijar
Paro e começo a sugar
Dos teus lábios a razão do meu existir
O fundamento para ali ter de ir
Ir e contigo fazer a jura de progredir
Sempre nos passos e caminhos do nosso amor
E sinto arder, queimar, arrasar… Aquela chama de esplendor
E mais te beijo, mais te desejo
E a ti me declaro de modo eterno
Na vivência de um manancial
Sempre muito especial
Porque no amor nunca se sabe o que se pode esperar
Nunca se sabe, onde vamos parar
Mas sabemos seguramente… Que nunca vamos vacilar
Porque o desejo é sempre balançar
Balançar com o oxigénio de quem quer abraçar
Abraçar e caminhar… Numa paixão, num amor sempre fora do vulgar…

João Paulo S. Félix

Sunday, October 20, 2013

"João Paulo Félix - O que ele pensa..." - 5º. Aniversário


“João Paulo Félix – O que ele pensa…” – 5.º Aniversário

“A verdadeira amizade significa unir muitos corações e corpos
 num coração e num espírito”
                                                   Pitágoras

Olá a todos!
Quis começar este pequeno texto com uma frase de Pitágoras, o filósofo Grego para quem o número 5 era sinónimo de harmonia plena, uma harmonia que se poderia denotar nas estrelas de cinco pontas presentes no pináculo das Catedrais; o mesmo número, para os chineses simboliza o centro e o planeta Terra. Um número que representa muito, muito desde os primórdios da História e muito concretamente em cada um de nós que olha para as mãos e conta cinco dedos em cada mão… E tanto podemos fazer com eles… Acarinhar, acompanhar, apontar caminhos…
Foi com base num caminho iniciado há cinco anos que hoje, chego… Chegamos até aqui… A este dia sempre tão singular e especial… Um dia para comemorar: comemorar emoções, comemorar momentos, comemorar cumplicidades, comemorar sentimentos vertidos em poemas e textos sempre tão sentidos, sempre tão doces…
A escolha desta frase não foi despropositada na medida em que entre nós se foram estreitando laços que nos fizeram amigos: amigos que juntos: choramos, rimos, voamos em pensamento, amigos que, igualmente juntos, caminhamos ao longo dos mais de 400 textos escritos, ao longo das mais de 70.000 visitas a este sempre vosso espaço que pronto está para vos acolher a todo o momento, a toda a hora. Nesta hora não podia deixar de dizer: OBRIGADO! Obrigado pela força, obrigado pelo carinho e ternura, obrigado pela motivação que me dão para continuar sempre este caminho.


   
                                                                                        Beijos e abraços do sempre amigo

                                                                                                  João Paulo S. Félix 

Saturday, October 19, 2013

Os teus lábios...


Os teus lábios…
Os teus lábios amor
São razão do meu fervor
Os teus cárneos elementos
São motivo dos meus pensamentos
Os lábios que em ti vejo
São aqueles que me causam desejo
Os teus lábios… Hum: meu amor!
Que delícia é os poder tocar…
Meu amor, que prazer eles me tendem a causar
Um prazer que dá plenitude
Um prazer que permite uma atitude
A vontade de avançar
De avançar e algo mais realizar
Tudo porque: te ousei beijar
Beijar e começar a fervilhar
Fervilhar na vontade corporal
De realizar algo muito especial
Uma entrega de ambição
Em trazer a lume a paixão
Ardente que nos une na mesma condição
Na condição que sente
Sente uma ambição descontente
Porque se querer ir mais além
Em orgasmos que ferem os fervorosos crentes em Jerusalém
Com os teus lábios amor, sinto o acender
De um rastilho que a tudo nos quer
No querer mostrar: um bem- estar
Que mescla o levitar com o concretizar
Do que se quer bem: o amar…
O amar, porquê?
Tudo porque ambicionei beijar
Beijar os teus lábios repletos de cor e sabor
Sabor de amor: o teu sabor meu amor…
     
 João Paulo S. Félix 

Thursday, October 17, 2013

Dá-me música...


Dá-me música…
Peço-te numa atitude de súplica
De súplica de alguém para quem és única
A única e somente
Aquela que dilacera a alma carente
És tu o fogo que mata a solidão
És tu a água que inunda a imensidão
De um sentimento, de um coração
Dá-me música, por favor…
Peço-te com todo o fervor
Peço-te música e que me dês a tua melodia
Aquela que sai dos teus lábios e que me arrepia
Aquela que rompe barreiras
Aquela que quebra fronteiras
Dá-me uma música de proximidade
Uma melodia alucinante
De entrega, amor e paixão
Que nos leve e eleve para um nível superlativo de coroação
Por favor… Grito que me dês música corporal
Aquela fora do normal… Aquela que nos torna febris
Febris e a arder… a fugir de todos os carris
Deixa-te orquestrar por mim
Deixa-me entrar no teu mais sagrado jardim
Aquele que está no teu corpo…
Aquele que me faz de ti desejoso
Deixa-me pautar a nossa entrega por ritmos e silêncios
Em momentos em que as palavras são desperdícios
Desperdícios em momentos em que a geografia é sublimada
A geografia humana… A busca da felicidade na pessoa amada
Para se viverem momentos de loucura fora do comum
Para se viver na vida, no altar do delírio
Aquele em que cada toque serve de arrepio
Em que cada beijo se torna alimento
Em que cada caricia e entrega se torna contentamento
Tudo isso porque se vive ao tempo
Ao tempo da melodia do amor
Aquela que se quer… Com todo o fulgor…

João Paulo S. Félix

Wednesday, October 16, 2013

No Outono do nosso amor...


No outono do nosso amor…
Toda a estação muda e se transforma
E de tempos a tempos a uma outra se retorna
Inverno, Primavera, Verão, Outono…
Outono das folhas que caem
Outono das oportunidades que vêm
Outono dos castanhos, outono dos amarelos, outono dos vermelhos
Outono do frio que chega e do verão que se afunda por entre espelhos
Outono feito estação… Outono feito ocasião
Ocasião para uma forte e intensa concretização…
O amor… O amor e o viver de uma paixão
Uma paixão a dois… Uma paixão feita sensação
Sensação de aconchego e de bem- estar de coração
Que bom é poder amar e ser amado
Viver a oportunidade de se ter alguém sempre ao nosso lado
É imponente e sem igual
A monumentalidade sentida… Fora do natural
Que faz duvidar da humanidade deste estado
Estado de felicidade, estado de cumplicidade
Impressionante é o bem -estar
Aquele que se vem a instalar
Que revigorante é o poder juntos contemplar
A envolvência que nos envolve
Os terrenos agrícolas onde tudo se resolve
Os pássaros que partem e que chegam
As praias que se encerram e as lareiras que regressam
Os testemunhos múltiplos que se vivem
Que se vivem e que se podem testemunhar
Unos e juntos porque se está a amar
E a amar tudo se transforma e se deixa observar
Com diferente olhar
Aquele de quem beija e de quem quer abraçar
Abraçar quem no Éden nos faz estar
Um alguém: repleto de esplendor
Com quem se possa viver: O Outono do nosso amor…

João Paulo S. Félix 

Monday, October 14, 2013

Fulgor... Delicioso esplendor...


Fulgor… Delicioso esplendor…
Respiro fundo no lançamento…
Daquilo que é muito mais que um momento…
Respiro fundo e lanço um gemido
Um gemido intenso e deveras sentido…
Sinto-me a ser por ti atraído;
Atraído para um acto jamais proibido
Frenético e escaldante
Mas jamais errado e errante
E de ti me abeiro…
Cada vez mais… Para o derradeiro…
Viver do amor…
Um amor… Que delicioso esplendor!
Aquele que permite rasgar a quimera…
E viver tudo nesta nova era
Uma era de paixão
De entrega e imensidão…
Irrompemos no meio da escuridão
Rumo ao nosso quarto…
Lugar máximo do nosso fulgor
Lugar onde nos entregamos
E o tempo nosso agarramos
Para o usar…
O usar, num acto superior
Onde toda e qualquer roupa é desprimor
E onde o expoente máximo é o corporal calor
Que entrega! Quanto vigor!
Aquele que todo o ser venera
Aquele em que o corpo se torna uno
Uno e cúmplice: clímax de união
Em beijos e actos de sedução
Muito mais extremos que um mero toque de cada mão…
Extremo em emoção… Extremo em encantamento
Tudo porque… Nos entregamos sem pudor ao deslumbramento
Ao deslumbramento feito sentimento…
Sentimento de amor… Um sentimento de máximo fulgor…

João Paulo S. Félix

Thursday, June 27, 2013

O Sol quando nasce é para todos...


O Sol quando nasce é para todos…
Olho-te e penso: quando o Sol nasce é mesmo para todos…
Para os idealistas e para os gulosos
Para os pessimistas e tumultuosos
Para os libertos e altivos
Para os indigentes e cativos…
Volto-te a fitar, volto-te a contemplar
E dou por mim, de novo a pensar
Que acordas e vens na aurora
Na aurora de um novo dia, numa nova hora
Quero olhar-te de forma desmesurada
Lenta, suave e prolongada
Passam tempos, vivem-se momentos
Tão especiais, quanto intensos…
Que esfera ardente
Que te impões e te fazes presente
Presente do Homem de boa vontade
Vontade e Homem de fraternidade
Porque quando nasces, nasces mesmo para todos
Todos e para a Humanidade
Que te abraça e te recebe com felicidade
Porque és astro maior
Dotado de esplendor
Que nos dá, elemento motivador
Para a luta de cada dia
De cada dia, de cada jornada
De facto ao nasceres
Não fazes excepção de seres
Porque és uno e universal
Porque és tempero humano, o nosso sal
Que nos guia, qual bússola
Que caminhos indica, que direcções nos coloca
És de facto Rei: Rei do mundo, Rei do cosmos
Amado pela globalidade e estudado por astrónomos
Por seres partícula máxima, mais imponente que os átomos
Porque em ti nos refugiamos, quando choramos
Porque a ti nos confiamos, quando desabafamos e pensamos
Porque de ti sempre carecemos, quando estamos mais necessitados
Afinal: Afinal quando nasces, és mesmo para todos…

João Paulo S. Félix

Wednesday, April 17, 2013

União num universo de paixão...



União num universo de paixão…
Hoje, neste dia e nesta hora
Nesta hora da boa memória
Sinto vontade sobre algo poder falar
Algo altivo… Algo de admirar
Quero poder criar uma dissertação
Sobre algo que me inunda o coração
O poder falar… de algo que tende a acontecer
Que tende a acontecer para algo se reconhecer
Reconhecer a magia de algo perfeito
Reconhecer a essência de algo nada pretérito
Um sentimento que eu quero poder
Poder cantar… Nem que para tal a voz me comece a doer
Doer e a atraiçoar
Até porque para deste sentimento falar
Não serão precisas muitas palavras
É necessário antes uma abertura e uma elevação
A um espaço: um universo repleto de significação
Significação em entregas e paixões
De beijos, carícias e construções
De todo o momento idílico, de todo o momento sempre presente
Na vida de alguém… Que outrora estivesse carente
Carente e a viver de modo menos competente
Os desígnios da humana vida: nossa derradeira oportunidade
Para se abraçar a bonança: para se viver a felicidade
Num sentimento carregado de esplendor
Um sentimento… o amor…
Ah! Ditosos momentos que se vivem ao amar
Ao amar aquele que sempre se quis idolatrar
Idolatrar, cuidar: envolver e embriagar
Com os ósculos que se prometeram
Com os abraços que sempre queremos
Para dar sentido e razão
Ao viver único… Ao viver único do sentimento da paixão…
João Paulo S. Félix

Tuesday, April 16, 2013

Alvorada de amor...



Alvorada de amor…
Irrompeu o Sol
O Sol da nova aurora, de um novo dia… Um dia para sair do lençol…
Dou por mim na cama a tactear…
Para te tentar encontrar
E quando não, reparo no facto de a meu lado o teu ser não estar
Ergo-me do nosso leito de amor para te buscar
E te vejo no jardim… Te vejo a contemplar
O Sol que estava a despontar
E ali fiquei… quedado e a desfrutar
Daquela visão do espaço celestial
De ver os meus astros maiores… Numa trova deveras especial
Numa troca de energias, numa troca de pensamentos
Pensamentos dotados de contentamentos
Nada mais ali havia… Silêncios
Silêncios esfíngicos e únicos
Repletos de emoções e de comoções
Quando me doto de coragem
Para ir para a tua margem
Para te poder deleitar e abraçar
Te poder saborear no acto máximo… o amar…
Sinto em ti uma fornalha em ebulição
E comecei com uma banal dedução
Que tal estado só se deve a uma combinação
Tua e do altivo astro solar
Sinto-te a queimar de amor
Sinto-te a fervilhar de esplendor
Sinto-te com uma sede…
A sede da nossa cumplicidade
E naquele espaço: naquele jardim… dêmos largas à nossa unidade
Unidade de paixão
Unidade da nossa união
Vivida de forma ímpar… no nosso coração…
João Paulo S. Félix 

Monday, April 15, 2013

Pedaços de amor...



Pedaços de amor…
Vive-se a vida em formato veloz
Veloz… Do mesmo modo veloz como o tempo que corre atroz
Vive-se mais do que aquilo que se saboreia
Trabalha-se mais do que aquilo que se queira
Mas algo existe que é inolvidável
Inolvidável e para sempre memorável
Os momentos e os fragmentos
Em que se vive o amor
Amor: Baluarte máximo de sentimentos com esplendor
Do mesmo modo como chora a Conimbricense guitarra
Com pujança e máxima garra
Do mesmo modo que se faz a entrega: a entrega em momentos de calor
Calor e de chama inflamada por um elevado e máximo pendor
O pendor do gemido de prazer: do beijo que causa a dor
Dor altiva de prazer… Um prazer feito luxúria
A luxúria do viver algo: uma relíquia
 Uma relíquia com intenso valor
O valor da paixão
Que irrompe forte no coração
Para se querer viver até à exaustão
Mesclamos votos e desejos de eterna vivência
Deste magno sentimento repleto de reverência
Continua a tocar a guitarra que nos inspira
Continua a melodia que nos guiaria
Em cada segundo e em cada instante
Da corporal entrega a algo revigorante
O amor… O amor notável e importante
 Que no mundo se faz garante
De motivos para sorrir e voar
Voar porque sempre se poderá levitar
Nas asas de um anjo de encantar
Um anjo de humana origem… Um anjo que um dia nos quis enfeitiçar…
João Paulo S. Félix

Monday, March 25, 2013

Corpo de mulher... Corpo Selvagem...



Corpo de mulher… Corpo selvagem…
Corre água em teu leito abençoado
Leito rebelde que com toque Divino foste coroado
Como espaço sonhado
Lugar pleno para ser realizado
O desígnio da entrega a uma sensação
Uma sensação pura e avassaladora: A paixão
Que move barreiras, que quebra a convenção
                Quebra a santidade e o juramento divino
O Homem que tende a agir por instinto
Na vontade de levar a efeito
O seguimento do mais belo sentimento
O sentimento de se entregar
De se entregar ao coração… Ao coração e ao amar
Sinto-te a arder com a líquida água que ousa por ti correr
Correr e cada recanto teu percorrer
Mulher… Mulher ser coragem
Olhar de eternidade… Forma de amar selvagem
Forma de amar de quem se entrega sem cessar
Sem cessar e sem pensar
Porque quer sorrir, quer no mundo poder fazer brilhar
A estrela da realização
Do querer sentir-se Mulher… Do querer sentir a consolação
Avançam os tempos humanos e os pensamentos apaixonados
Os que levam a encontros inesperados
Mas deverás apreciados
Porque sem querer
Algo se vai viver
Porque sem se contar
Algo se tenderá a passar
O apaixonar… O apaixonar o no mundo do amor se poder entrar
Para nele se poder ficar
E dele, jamais se querer desertar…
João Paulo S. Félix 

Friday, March 22, 2013

Vazio mas tão cheio...



Vazio mas tão cheio…
Vazio mas tão cheio me sinto
Sinto e algo pressinto…
Pressinto algo no meu íntimo…
Repleto de intensidade, dotado de enorme significação
Um sentimento… Um sentimento chamado paixão
Vazio me sinto de não o poder viver a toda a hora
Mas cheio me sinto também… Por saber que o mesmo se vive pela vida fora
Vazio me sinto da certeza e da sua medida
Mas cheio estou em saber: em saber que o mesmo me acompanha na vida
Um afecto e uma sensação
Muito mais fortes… Que rasgam toda e qualquer convenção
Vazio me sinto, ou pareço me sentir, sem as energias
Para viver cheio a paixão: a paixão e as suas alegrias
Sinto que tudo evolui de forma voraz
Voraz e sinto em mim força para de tudo ser capaz
Capaz de levar a efeito… A efeito para poder afirmar
Que não me sinto tão vazio… Porque estou cheio de vontade de amar
Amar… Amar e poder ser amado
Dualidade bela… Bela manifestação de algo acordado
Com o ser que nos complementa
Aquele com o qual a gente se senta
Senta a falar tempos sem fim
Aquele com quem queremos criar as raízes de um imponente jardim
Com as flores da pureza e da verdade
Com os jacintos e as rosas da humanidade
Que se quer bem-me-quer da universalidade
De algo tão certo, quanto dotado de seriedade
O viver algo… algo para a eternidade
Porque eu não quero ser vazio
Porque desse modo sinto frio
Quero ao invés ser cheio
E poder viver um amor… manancial repleto de imenso recheio
Recheio fascinante… Recheio sem mácula ou receio
Porque ser cheio é ser pleno
Pleno para se viver um amar… amar de modo feliz e sereno…
João Paulo S. Félix 

Thursday, March 21, 2013

Sinais da tua atracção...



Sinais da tua atracção…
Fomos jantar ao restaurante
Aquele que tu gostas… Aquele que tem uma vista fascinante
Juntos na nossa mesa habitual
Sinal de acto rotineiro e normal
Ao som da música nossa conhecida
Muita dela… Banda sonora da nossa vida
Fomos desfazendo-nos na entrega ao repasto
Que a cada um veio dar a sensação da ser saciado… farto
E qual não é o meu espanto…
Quando te vejo dobrar o guardanapo
E o mesmo manipulares… Beijares
E nele quiseste, os teus vermelhos lábios gravares
Como que se uma mensagem me pretendesses…
Pretendesses enviar
A mensagem de que… De que me querias amar…
Amar naquele sítio e naquele lugar
Um acto ousado e deveras imoral
De se cometer… Naquela zona trivial
Quando de ti me abeiro… e te estendo a minha mão
Querendo-te de lá arrancar para te levar à exaustão
De uma entrega… A entrega na paixão
E nos fazemos deslocar
Para um espaço: onde a privacidade se fazia manifestar
E lá… Lá nos entregamos sem preconceitos
E rasgamos roupas e defeitos
Suspendemos respirações e nos doamos em infernais beijos
Que aguçavam o apetite de mais
De mais cumplicidade… de mais cumplicidade que nunca é demais
Demais em amantes… amantes seres de amor feitos casais
Que querem viver o aqui e o agora com contornos divinais
Divinais em entregas carnais
E em votos versados em sentimentos: sentimentos espirituais
Porque assim é o amar, porque assim é o amor
Um sentimento sem razão, um sentimento de máximo esplendor…
João Paulo S. Félix 

Que lugar é este?



Que lugar é este?
Rasgo fronteiras para aqui chegar
Chegar e me começar a indagar
Sobre que lugar idílico é este
Que lugar é este Deus! Que lugar é este que nos deste?
Repleto de encanto e sedução
Cheio de vertigem de altura e artefacto de uma missão
A consagração de uma região
De uma região num cálice de bebida
Repleta de intensidade… Uma bebida, causa de uma vida
Da vida dos que o Douro esguio ousaram trabalhar
Para o mesmo transformar
Na coroa de Portugal
Fascínio do Inglês mortal
Morro na fornalha ardente que é este espaço
Espaço onde se dança ao compasso
Da mais bela melodia
Entoada pelo comboio relato da História
Acompanhada pelos Rebelos da boa memória
Rendo-me a ti… A ti me oferto em completo: de alma, de coração
A ti Douro do meu contentamento, lugar da minha paixão
Pela tua luta de exposição
Da tua valia neste mundo de globalização
A tua valia e os teus activos
Feitos humanos seres muito altivos
Que neste lugar quiseram ficar
Para o mesmo elevar
Ao mais elevado patamar
Um patamar onde pouco se tem a apontar
E onde tudo se poderá desfrutar
Num espaço feito tesouro
Um lugar baptizado como Douro…
João Paulo S. Félix 

Wednesday, March 20, 2013

Não te vejo diferente...



Não te vejo diferente…
Olho o teu rosto… Rosto belo de gente
Olho bem por dentro… Vejo-o bem contente
E tenho a dizer de forma imperial: Não te vejo diferente
Não te vejo, nem te consigo ver desse modo
Porque senão… vamos a tudo o que é pensado
És ser… és feliz…
Consegues sorrir, ouvir aquilo que se diz
Consegues voar… Voar…
Voar, próprio de quem ousa sonhar
Não vejo em ti diferença alguma
Ou o que se possa ter como lacuna
Só os rótulos que a sociedade
Dotada de enorme crueldade
Consegue colocar a quem vêem não ser digno de igualdade
Mas, autismo não é diferença
Não é motivo para indiferença
Porque és também filho de Deus
E és ser capaz, capaz com força Hercúlea e poder de Zeus
És ser fascinante
Jamais ser errante
Vejo em ti a alegria e a esperança
Sinal da tua segurança
Em quereres seguir mais além
Em não olhares aquém
Por isso… Por isso não te vejo fora do normal
Mas antes te considero ser original
Original e muito especial
Pelo modo como vives, pela coragem que transmites
Porque és no mundo garante de uma certeza
De que o caminho se faz caminhando, muito para lá da sua dureza
Dureza nada capaz de derrubar
Uma pessoa como tu… Que afinal: de tudo é capaz de executar…
João Paulo S. Félix 

Tuesday, March 19, 2013

Dia do Pai...



Dia do Pai…
Acordar todos os dias para o Sol ver
Acordar todos os dias e saber que se é ser
Que envolvente é saber… Saber que se está a viver
E que tal, que tal se deveu a algo de enternecer
O enternecer do carinho de um Pai…
Pai: ser mágico e galvanizante
Pai: alguém deslumbrante e deveras fascinante
E respiro… Respiro tendo para tal capacidade
Uma capacidade, dada por uma oportunidade
A oportunidade de nascer… a hipótese de crescer
Crescer ao teu lado, estar ao pé de ti
Como tal sempre desejo… jamais te apartes de mim
Pai: construção da História sinónimo de força e coragem
Pai entusiasmo e inspiração: inspiração pura na tua bela imagem
Perfeição feita masculina criação
Que tendeste a um dia a uma tomada de decisão
Decisão de vida, decisão de concepção
De teu filho… filho tua consagração
Cerro os olhos e com eles consigo ter uma visão
Uma visão que me leva a no tempo viajar
E sempre ter presente… sempre poder recordar
Cada momento que contigo sempre tive a oportunidade de passar
Os sorrisos, os abraços, os afectos, as concretizações
Pai… Ser que jamais será de mais
Pai… Ser que quero sempre bem perto… Não só no coração
Porque tu és orientação… Tu és a oxigenação
A oxigenação e ser de elevada paixão
Pai… Pai… Pai…
Palavra infinitamente pequena para poder fazer a descrição
Do teu ser, da tua obra, de cada tua citação
Porque Pai… Pai é ser eternidade
Eternidade e desejo de te ter… Por toda a posteridade…
João Paulo S. Félix 

Monday, March 18, 2013

Indagação de cumplicidades...



Indagação de cumplicidades…
Pergunto-me… Como será possível tanta cumplicidade
Pergunto-me como será possível este estádio máximo de felicidade
Como será credível e plausível haver tanta intensidade
Na entrega dos corpos enfeitiçados
Pela fórmula do amor… Pela entrega a fados
Fados que são destinos
Destinos que unem caminhos
Caminhos de humanas pessoas que sentem emoção
Emoção para poderem viver a exaltação
A paixão que corta toda e qualquer respiração
Continua-se e segue-se na entrega
De corpos bem cercados e bem aportados
Vive-se cortando o ar
Que se torna em tal entrega fútil e a vulgarizar
Porque o que conta é o entregar
Com intenção e sem razão
Sem razão de pensamento, sem razão a elementos de ponderação
Sem se olhar a idades, sem olhar a estados, sem olhar a pensamentos
O que conta são sentimentos
Sentimentos que unem e fazem unir…
Que de tão intensos fazem ferir
O mais intenso e sentimental ser
Aquele que quer a sua sede sempre reverter
Com uma bebida e com a possibilidade de beber
Do corpo sempre sublimado, do corpo sempre almejado
Almejado para o amor… Almejado para algo muito desejado
O poder viver algo altivo e repleto de esplendor
Como é perfeito deslindar complicações
Para se entregar a paixões
Ardentes e escaldantes
Que tornam os humanos, criaturas fascinantes
Fascinantes porque se quererem e se dão
Se dão uma à outra… Se dão em nome do sentimento… Um sentimento chamado paixão…
João Paulo S. Félix