Monday, October 14, 2013

Fulgor... Delicioso esplendor...


Fulgor… Delicioso esplendor…
Respiro fundo no lançamento…
Daquilo que é muito mais que um momento…
Respiro fundo e lanço um gemido
Um gemido intenso e deveras sentido…
Sinto-me a ser por ti atraído;
Atraído para um acto jamais proibido
Frenético e escaldante
Mas jamais errado e errante
E de ti me abeiro…
Cada vez mais… Para o derradeiro…
Viver do amor…
Um amor… Que delicioso esplendor!
Aquele que permite rasgar a quimera…
E viver tudo nesta nova era
Uma era de paixão
De entrega e imensidão…
Irrompemos no meio da escuridão
Rumo ao nosso quarto…
Lugar máximo do nosso fulgor
Lugar onde nos entregamos
E o tempo nosso agarramos
Para o usar…
O usar, num acto superior
Onde toda e qualquer roupa é desprimor
E onde o expoente máximo é o corporal calor
Que entrega! Quanto vigor!
Aquele que todo o ser venera
Aquele em que o corpo se torna uno
Uno e cúmplice: clímax de união
Em beijos e actos de sedução
Muito mais extremos que um mero toque de cada mão…
Extremo em emoção… Extremo em encantamento
Tudo porque… Nos entregamos sem pudor ao deslumbramento
Ao deslumbramento feito sentimento…
Sentimento de amor… Um sentimento de máximo fulgor…

João Paulo S. Félix

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