Tuesday, November 21, 2017

Dimensão...


Dimensão…
Neste mundo
De alcance muito profundo…
Neste universo
Onde ouso escrever em verso…
Em verso sentido
Sentido e desmedido…
Para de modo humilhado
E quase rastejado…
Me prostrar
Perante ti: Ser que sempre vou amar…
Hoje mais do que ontem e menos do que amanhã
Porque és para mim ser: Ser feito talismã…
Em calma e serenidade
Em plenitude e felicidade…
Porque te amo sem medida
Porque te amo com amor maior que a minha própria vida…
Tu: sentimento de amor
Que acabas por infringir em mim dor…
Tu ser por mim amado
Ouve-me: faz com que seja por ti escutado…
Amor…
Ouso assim te chamar com fulgor
Sim… tu ser
Que és meu amanhecer…
Tu que és o meu Alfa e Omega
Tu que és ser que o meu coração não nega…
Tu que mexes de modo avassalador
Comigo: comigo meu amor…
Tu que naquele dia me tocaste
E para sempre a minha vida mudaste…
Mudaste e a rota dela traçaste
No querer sempre te amar…
No desejo e vontade de por ti esperar
Pelo teu sim à nossa oportunidade…
Que deixamos e para um amanhã adiamos sem necessidade
Porque és mais do que paixão, desejo, sentimento e emoção…
Porque o que por ti sinto é altivo e de exponencial dimensão…

João Paulo S. Félix 

Monday, November 20, 2017

Resiliência de amor...


Resiliência de amor…
Há na vida uma certeza
De que a vida é agreste e cheia de dureza…
É rude e cheia de inconstância
É sinuosa e plena de turbulência…
Desta vida com agrura
Com laivos de realidade dura…
Nesta vida
Vida ela por nós vivida…
Onde carregamos o peso do passado
Que nos penitencia a cada bocado…
Neste mundo
Incerto e muito profundo…
Onde tudo é acutilante
Rude e asfixiante…
Neste lugar
Algo se deve adotar…
A conduta da fortaleza
Para em nós sentir certeza…
De um sentimento
Feito muito mais do que mero ocaso ou contentamento…
Um sentimento de expressão
Que nos toque fundo no coração…
E nos faça não desistir
De amar quem nos faz sorrir…
Por mais que no ontem tenhamos andado na escuridão
Da conduta não condicente com a amada condição…
Porque na vida há uma altiva qualidade
A de ter a cada acordar nova oportunidade…
Por gladiar
Por quem queremos amar…
Por quem queremos realizar
Fazer feliz e um destacado lugar…
Na vida desse alguém tomar
Um lugar fascinante
Cheio de luz e sentimento reconfortante…
Para se viver até à exaustão e com ardor
O sentimento que dá vida e confere ao humano ser valor
No estado de resiliência de amor…

João Paulo S. Félix 

Sunday, November 19, 2017

A dor do sentimento de amor...


A dor do sentimento de amor…
Hoje quero algo narrar
Para escrito algo deixar…
Um pensamento
Pleno de sentimento…
Em que quero falar de dor
Aquela causada com vigor…
Que marca e deixa sequelas
Aquela dor que aprisiona em celas…
Sorrisos e sensações de bem-estar
Quando o que mais se quer é amar…
Quando o que mais se quer é alguém a escutar
A nossa voz
Aquela em que estamos sós…
A nossa voz
Para falar de um sentimento feroz…
Que nos devora e consome interiormente
Um sentimento que chega a nos colocar em estado doente…
Um sentimento que chega também a ser demente
Demente porque quer ser irreverente…
Irreverente porque se quer que ele seja ouvido
Ouvido, sentido, acolhido…
Porque se quer com a chancela da verdade
Dizer o que nos inunda em toda a parte…
Um sentimento que chega a fazer água correr
Da nossa fronte que chega a arder…
No seu curso
No seu percurso…
Um dor áspera e acutilante
Só quero dizer algo de modo vivificante…
Só pretendo dizer
Que por maior que o obstáculo venha a ser…
Quero e vou vencer
Quero e vou-te amar…
Quero e vou-te conquistar
Para em tal te mostrar
Ser contigo encaixe perfeito e sublimado…
Para te mostrar que é um erro o tempo por nós desperdiçado
Porque te quero fazer sempre feliz sem barreiras e sem sentir dor
Esta dor: a dor do sentimento de amor…

João Paulo S. Félix 

Saturday, November 18, 2017

E se...


E se…
E se o mundo acabar
Continuaria a haver Marte para escapar…
E se o oxigénio deixasse de existir
A ciência nesse momento poderia intervir…
Se a água deixasse de correr
Muitos outros líquidos se poderiam beber…
E se os edifícios ruírem
Temos os pilares das pontes para nos cobrirem…
E se as Igrejas se colapsarem
Temos ainda os fieis vivos para nas ruas orarem…
E se os carros deixassem de funcionar
Temos as pernas como recurso último para andar…
E se os alimentos desaparecerem
Temos as terras para cultivar e delas se colherem…
Os produtos para o corpo alimentar
Se a democracia deixar de funcionar…
Temos as divinas leis para vigorar
E se os rios deixarem de para o mar correr…
Por outros trilhos lá poderá ir ter
Se as escolas deixarem de lecionar…
Há ainda a escola da vida para ensinar
Se tudo colapsar
Há alternativas para alcançar…
Para tudo?
Não… não há para algo tão profundo…
Profundo e reconfortante
Intenso e revigorante…
Algo que leva a de modo vivo se viver
Viver e amanhecer…
Porque não há solução
Para o fim do sentimento que bate no coração…
Daquele que leva a mergulhar na paixão
Na paixão, no amor
Nesse sentimento de esplendor…
Porque se tu deixares de existir
Para mim a vida deixa de se fazer sentir…
Porque se o mundo de mim te levar
A vida para mim nesse momento acaba de terminar…

João Paulo S. Félix 

Friday, November 17, 2017

Viver por amor...


Viver por amor…
Algo move o humano ser
Algo leva a ter que amanhecer…
Algo que faz dar alento
A quem vive nesta luta de constante movimento…
Algo leva a gladiar
Para poder concretizar…
Grandes desafios
Daqueles em que conduzimos os fios…
Do que queremos e do que sentimos
De como sentimos, do modo como agimos…
Que são reflexo do coração
Que sente impulso até mais não…
Para tudo tentar até à exaustão
No tocante do que o faz mover…
No que faz ter vontade de não morrer
E essa fatalidade querer adiar…
Para poder amar
Amar quem nos veio a tocar…
Amar
Quem nos veio a arrebatar…
Amar
Amar além do tempo e do espaço…
Para desse sentimento fazer compasso
Melodioso da humana vida…
Com ritmos de sedução
Com sonoridades de elevação…
Que apartam a solidão
E levam a querer dar a mão…
A quem se ama
A quem interiormente nos inflama…
Quem nos leva ao limite querer chegar
E até essa linha tentar dobrar…
Dobrar e desafiar
De modo sagaz e sedento…
Para a dois a mais eterna melodia compor
Aquela que nos leva a viver… A viver por amor…

João Paulo S. Félix 

Thursday, November 16, 2017

Janela dos meus afetos...


Janela dos meus afetos…
Respiro com o ar da alma
Que me serena e que me acalma…
Suspiro com a sensação
De viver da vida tudo com a confirmação…
Dos sentimentos nutridos
Das emoções feitas discursos ditos...
Aqueles saídos do fundo das entranhas
Aquelas emoções cheias de façanhas…
Falo-te com vontade de expressar a dor
Que é causada pela distância que cria algo desolador…
Falo-te ainda com a esperança que me escutes
E que o meu coração ouças: aquele que admiras por suas virtudes…
Aquele elemento que dizias ser pleno de um mundo
Um mundo muito profundo…
Que te revelou um ser
Um ser que te fez acordar e amanhecer…
Um ser que te fez
Fascinar e te levou a amo-te dizer…
Quero poder chegar bem no teu íntimo
E te dizer que és quem me eleva para o cimo…
Quem só pelo teu ser existir
Me leva a não desistir…
De tentar no teu amago perfurar
E te fazer sorrir, e te fazer respirar…
Bem dentro de mim há vontade incessante
De te dizer: amor, ser de beleza fascinante…
Tu que és luz viva e relevante
Um ser que quero amar: como Beatriz amou Dante…
Ao ponto de seres para mim inspiração
E por ti querer lutar até à exaustão…
Para seres para mim a minha casa
Onde me possa abrigar e sentir debaixo da tua asa…
Para ser para ti um abrigo reconfortante
Com aquele abraço que dizias ser vital e importante…
Para forças te dar
 E as pecinhas esmigalhadas poder colar…
Porque és para mim divina edificação dos celestiais arquitetos
Porque te falo estando na janela dos meus afetos…

João Paulo S. Félix 

Wednesday, November 15, 2017

Ousadia de te amar...


Ousadia de te amar…
Somos a cada dia desafiados
A nos transcender e a sentir alertados…
Para tarefas realizar
E por mais duras que se venham a aparentar…
O nosso caráter terá de se destacar
Na sua transcendência…
Na nossa e com a nossa irreverência
Somos na vida confrontados…
E a toda a hora chamados
A dar gritos de revolta…
Para conseguir o que queremos, o que nos conforta…
Conforta, acalenta e nos faz sorrir
Algo que nos fez a este mundo vir…
E tudo transpor
Com vigor…
Até mesmo poder ter que Deus desafiar
Para algo mais poder alcançar…
Com sede desmedida
Com fome de gente perdida…
Conseguir na vida a felicidade
Com arrojo e alarvidade…
Uma felicidade sem idade
Sem religião ou tonalidade…
Uma felicidade que nos leva
A outra dimensão que nos eleva…
A querer o céu tocar
E o Olimpo querer habitar…
Porque nada me dá mais coragem
Do que querer sair da solitária garagem…
A garagem da existência na solidão
Aquela que causa frio, dor e consternação…
Vontade de sair
E não desistir…
De lutar
De gladiar…
Até aos olhos eternamente encerrar
E da humana vida o palco da existência cessar…
Porque até lá chegar
Vou sempre ter estofo, vontade e… Ousadia de te amar…

João Paulo S. Félix