Friday, May 12, 2017

Porquê minha Mãe?


Porquê minha Mãe?
Hoje sou levado a ousar
Ousar chegar-me perante Ti para te perguntar…
Porquê minha Mãe?
O que esta caminhada tem
O que tens que leva a esta jornada
Por toda e qualquer estrada…
O que tens que faz sair do lar
Para rumar a Fátima para te encontrar…
Para contigo estar
Que tens Tu que leva a ousar…
Enfrentar as dolorosas dores do corpo
O caminho mais sinuoso e custoso…
Minha Mãe… Que efeito tu causas
Para seres o conforto dos teus filhos nas suas pausas…
Nas suas pausas e nas suas dolorosas oportunidades do dia
Que tens Tu: Minha Mãe… Que aquece na noite fria?...
Que tens ò Mãe! Que leva a peregrinar
Para perto de ti orar…
Mãe: Minha Mãe na Senhora de Fátima
Minha proteção e conhecedora da minha condição íntima…
Do que sinto, do que choro, do que sofro, do que sorrio
De todas as palavras que não vocifro…
Minha Mãe… Minha Mãe de luz
Que tens tu que nos seduz?...
No teu amor, no teu carinho, no teu amparo
Em cada momento em que caio ou em que paro…
Minha doce Mãe… Que efeito tu provocas
E a todos nos envolves e convocas…
A estar contigo na Cova da Iria
Seja de noite ou durante cada hora do dia…
Minha Mãe e conselheira
Minha amiga e companheira…
Mãe que multidões arrastas
E as serenas das suas cargas nefastas…
Mãe candura sem igual
Doce e querida Mãe: que és a Rainha  de Portugal…
Que és a Padroeira deste território mundial…

João Paulo S. Félix 

Thursday, May 11, 2017

Encantos de uma noite de chuva...


Encantos de uma noite de chuva…
Chove de modo copioso
Chove neste maio virtuoso…
Em natureza e em naturais realidades
Como as cerejas, nas flores e as telúricas paisagens…
Chove e ouço chover
E dou por mim a relaxar e a deixar discorrer…
O pensamento
O sentimento…
Sentimento de nós e sobre nós
Sobre o que fez ter a mesma voz…
O mesmo sentir
O mesmo pensar, o mesmo agir…
Penso na felicidade de te amar
A ti: ser que me veio um dia a fascinar…
A fascinar e a sublimar
A sublimar e a destacar..
Neste mundo feito humanidade sem cessar
Penso em ti como razão do meu despertar…
Como sendo motivo do meu acalentar
A vontade e o desejo…
De de ti sentir o nosso beijo
O nosso toque, a nossa cumplicidade…
Sem tempo, sem religião, sem idade
Viver do sentimento nosso no hoje na realidade…
Penso em ti e a chuva vai caindo
E o que nos une sempre interagindo…
Comigo e com a minha memória
De cada nossa ocasião, de cada pedaço da nossa história…
Que bom pensar no ontem que se quer no hoje viver
Porque és tu razão do meu ser…
Do meu ser feliz e realizado
Do meu ser completo e ligado…
A esta vida onde vivemos
O nosso amor que sempre quisemos…
O amor que sempre desejamos
O sentimento que sempre sublimamos…
O que sempre nos uniu
Sendo muito mais forte do que o que sucumbiu…
Um sentimento que muito ultrapassou
E neste nosso único coração acampou…
E nos mesclou e assentou… de modo mais perfeito do que numa mão uma luva
Tudo pensado à luz dos encantos… Dos encantos de uma noite de chuva…

João Paulo S. Félix 

Tuesday, May 9, 2017

Calor de amor...


Calor de amor…
Há sentimentos que nos exaltam
Exaltam e nos ultrapassam…
Há sentimentos que se agigantam
E que em nós permanecem… em nós ficam…
Sentimentos altivos de fervor
Que pedem tão somente esplendor…
Para existirem
Existirem e se viverem…
Há sentimentos que nos beijam
Beijam e tocam…
Sentimentos que nos fazem não estremecer
Mesmo que o dia teime em arrefecer…
Há sentimentos que insistem em prevalecer
E a tudo resistir…
Como prova de que o melhor está para vir
Há sentimentos que nos arrebatam
Que nos apunhalam o coração e nos matam...
Matam a vil solidão
Que era humana condição…
Para se amar por dois mesmo sendo um
Um que rema com a força do que sente…
E que vive ao sabor do sentimento que não mente
Há sentimento de elevado valor…
Um sentimento feliz e norteador
Há sentimentos de cumplicidade…
Mesmo que a distância seja uma realidade
Há sentimentos que mandam mais que a idade…
Idade ou religião
Porque tudo é ardente paixão…
Há sentimentos de estimulação
Que nos levam a ver no outro a razão…
De viver, de acordar e de sentir um frenético valor
Um valor que é resultado de um sentimento feito chama de calor…
Uma chama… A chama de um calor de amor…

João Paulo S. Félix

Monday, May 8, 2017

No meu coração...


No meu coração…
No meu coração
Oh! Que espaço és tu mais infinito que um sótão…
Um espaço que bate sem cessar
Um cárdio elemento a considerar…
Porque sangue estás a bombear
A bombear sangue e sentimentos…
Que ocupam os meus pensamentos
Coração de emoções
Espaço de sensações…
Oh! Coração que bate… Bate… Bate…
Bate forte e a rebate…
Coração de paixão
Que fazes ter razão…
No momento de maior esplendor
Momento em chamar alguém de amor…
Coração quanta exatidão
Que não conhece erro, dúvida ou confusão…
Coração de glória
Que trazes ao cérebro cada memória…
De cada ocasião
De cumplicidade e comunhão…
De afetos, ternuras e cumplicidades
De momentos feitos doces realidades…
De sorrisos, de confissões, de carícias e envolvimento
Em muito mais do que sexo…  Muito para lá do corporal atrevimento…
De momentos de beijos, abraços
Causadores de sorrisos singelos mas ousados…
Em pureza e sinceridade
Oh coração sem idade…
Que fazes vives nesta humanidade
O sentimento mais belo e mais sentido…
Que torna o ser humano completo, compreendido
Compreendido e a ti agradecido…
Pela união a alguém fora do normal
A um alguém: o alguém especial…
Tudo para viver o real amor e soberana paixão
Tudo concebido pelos sentimentos que vão… No meu coração…

João Paulo S. Félix 

Sunday, May 7, 2017

Simplesmente Mãe...


Simplesmente Mãe…
Tento sobre ti escrever
Tento sobre ti discorrer…
E gera-se em mim um conflito
No qual escrevo e apago, apago e escrevo de novo… Que atrito…
Porque é tão difícil sobre ti algo dizer?
Porque é tão árdua a tarefa de te descrever?...
E chego a uma conclusão
De que falar sobre ti não tem explicação…
Porque tu és verdadeira missão
Missão de amor e de coração…
Ao filho das tuas entranhas nascido
Ao filho que foi por ti querido…
Mãe… Tu não és ser com fim
Mãe… Tu és a flor mais frondosa do terreno jardim…
Mãe: respiro fundo e volto a tentar ser capaz
De sobre ti escrever algo que me conceda paz…
Paz por poder cumprir a humana tarefa
De te descrever…
Descrever quem não sabe o que é adormecer
Enquanto sabe que a sua cria está a sofrer…
Com alguma dor, com alguma angústia ou preocupação
Ou quando simplesmente de casa ela sai para a diversão…
Mãe: não sabes o que é despertar
Porque mãe, tu estás lá sempre a acompanhar…
Porque tu não sabes o que é dormir
Enquanto não vires o teu filho sorrir…
Mãe: tu que descobres as forças nas lutas da vida
Vida essa que por vezes é dura e sofrida…
Mãe: Mulher meiga e meticulosa
Mãe: criatura imaculada e maravilhosa…
Mãe: tu que nasces com um destino profundo
De seres neste mundo…
De seres simplesmente Mãe
O melhor ser que um filho tem…
Um ser de eterno carinho
Um ser que cria para o seu filho o início de um caminho…
Mãe tu que és mulher de coragem de verdade
Mãe tu que és mulher viva… Para toda a eternidade…

João Paulo S. Félix 

Saturday, April 29, 2017

Valor da liberdade...


Valor da liberdade…
Hoje acerca-me um pensamento
Um pensamento e um chamamento…
Para poder pensar
Para poder explanar…
Sobre o altivo valor
De algo pleno de esplendor…
Quanto vale a liberdade?
Quanto vale a sede de ter mais idade
Para de casa poder ter a chave…
Para o poder político eleger
E veículos fazer mover…
Quanto vale a sede desmedida
De querer crescer na humana vida…
Para poder opinar
Para poder vociferar…
O que estamos a pensar
Sem que para nós venham a olhar…
Com censura e/ ou desdém
Porque queremos tanto a liberdade?
Esse desígnio de enorme dignidade
Que não conhece religião, cor de pele ou idade
Quanto vale a verdadeira liberdade?
Penso nisso com toda a seriedade
E olho os jornais da humanidade
E vejo que há povos áridos de tal propriedade…
Vejo seres femininos reprimidos e submissos
Vejo másculos seres abusadores de seus poderes e vícios…
Observo também petizes que são coagidos a trabalhar
Quando nas suas mentes correm as lágrimas de quem gostava de estudar…
Quanto vale o dom precioso que temos
E que muitos dele estão vedados…
Quanto vale esse dom ímpar
Esse dom que nos faz voar…
Que nos faz poder falar
Que nos faz poder
Poder dizer…
Que queremos ser felizes e evoluir
Na nossa terra, na nossa região…
No nosso País em toda e qualquer dimensão
Intelectual, desportiva, académica e política…
Porque com cada opinião dada… a sociedade mais rica fica…
Por cada oportunidade aproveitada
Damos passos rumo a um amanhã com melhor alvorada…
Em que do sol fazemos a nossa palavra
Palavra ou a nossa obra nunca terminada…
De sermos seres com o Mundo comprometidos
Para a liberdade fazer vigorar…
Aqui, hoje e em qualquer lugar
Com tal façamos a liberdade vigorar
Para ser pérola no mundo a eternizar…

João Paulo S. Félix 

Saturday, April 1, 2017

Solidariedade...


Solidariedade…
Num momento de atualidade
Fui levado até ao limite da saciedade…
Em pensar
Pensar e equacionar…
O que é para esta sociedade
O conceito de solidariedade…
E cheguei a respostas
Umas espontâneas, outras impostas…
De que a solidariedade é um instrumento
Um instrumento mais que sentimento…
Um sentimento de ajudar
Ajudar e apoiar…
Sendo com o que se dá, sendo com o escutar
De quem possa estar a carecer, de quem esteja a precisar…
De um ombro amigo
Que seja seu porto de abrigo…
Solidariedade leva-me para o tempo
O tempo do humano pensamento…
E indagar-me sobre quando há solidariedade
E a sociedade me responde: no tempo da Cristã Natalidade…
Onde somos engolidos por uma onda de bondade
De ligar para dinheiro doar a instituições de caridade…
Mas tudo passa e tudo o novo ano leva e esquece
E isso, confesso me enfurece…
Porque? Porque só no Natal?
Porque será só essa a data ideal?...
Não será precisa solidariedade o ano inteiro?
Não será preciso ajudar e ouvir o vizinho ou companheiro?
Do quotidiano e das lutas diárias
Aquelas em que as forças se vão e as lágrimas querem escorrer…
Pelo rosto mostrar: a frágil condição do nosso ser
Porque solidariedade deve ser praticada todo o ano…
Neste espaço terreno e mundano
Onde fomos um dia colocados…
E onde à prova somos testados
Como porque não viver esse desígnio da ajuda sem idade…
Aqui, ali, em todo o lado desta nossa Humanidade
De modo a fazer cumprir o belo ato da solidariedade…
João Paulo S. Félix