Tuesday, December 4, 2012

Uma flor de amor... Numa noite de esplendor...



Uma flor de amor… Numa noite de esplendor…
Rasgamos horas para juntos estarmos
Jantarmos, dançarmos…
Ao ponto de a dado momento
Começar a emergir de forma avassaladora um sentimento
Que nos arrebatou para a casa nossa: ninho de toda a perfeição
Roda a chave na porta secreta…
Aquela que nos atira para dentro de casa: lugar da entrega na paixão
A vertigem do sentimento causa dor e faz cessar a respiração
A roupa torna-se banal, todos os objectos ficam sem sentido
Para dar lugar só a nós: aos nossos corpos bem ardentes
Nesta fogueira de amores e gemidos latentes
Pela entrega que nos estava a fazer
Da nossa solitária condição esquecer
Uma casa, um labirinto de compartimentos
Onde nos fomos perder nos mais electrizantes encantos
Da tão celeste quanto pecaminosa doação
Ao carnal desejo da cumplicidade
Que nos permite a elevação à unidade
O corredor torna-se a estrada que nos leva ao leito onde nos deitamos
Onde os lençóis desfazemos, despedaçamos
Para algo muito mais infernal e quente que banais tecidos
Para nos deixarmos levar pelos meandros dos sentimentos sentidos
Aqueles que nos levam a desejar jamais parar
Arde, queima o cometimento deste acto maior
Que nos enche o ego e nos faz a atmosfera elevar
Na temperatura, na humidade que nela se veio a acumular
Dos sopros do nosso respirar
Que jamais nos podiam silenciar
E foi quando não se viu uma flor
Naquele nosso quarto: uma flor com alto pendor
De encanto que nos olhou
Que nos segredou
Que nos queria ver sempre na união
Daquela sensação
Que faz bem ao coração
Paramos de a contemplar… para nos voltarmos a encarnar
Neste amor: amor que veio para ficar
E para no futuro sempre se perpetuar…
 João Paulo S. Félix 

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