Monday, June 28, 2010

Um espaço... Um refúgio...


Um espaço… um refúgio…
Num momento de cansaço recolhi
Recolhi a um lugar: um lugar que não escolhi
Um lugar, um lugar onde pudesse descansar, parar, pensar
Pensar no que na minha vida sem tem estado a passar
Naquilo que o mundo me tem oferendado e o que me tem para ofertar
Para pensar: pensar em mim, pensar no amor, pensar na felicidade
Que se quer encontrar para todo o sempre: que se quer para toda a eternidade
Nesse lugar: lugar de recolhimento e de auto – reconhecimento
De reconhecimento pessoal, de despertar, de descobrimento
De descobrimento de sensações, de descoberta de emoções
Emoções que se traduzem em turbilhões
Turbilhões diários, turbilhões em catadupa
Em catadupa que me fazem sentir que a vida é dinâmica
E que é muito mais do que uma natureza mecânica
A vida é o viver, é o lutar, é o chorar, o gritar, o sorrir, o perder, o ganhar
É isso que faz da vida especial, da vida algo de invulgar
Nesse lugar onde em tudo isto pensei o quis baptizar
Baptizar com o nome de um lugar onde se extravasa o lamurio
Para ser muito mais que o lamurio, para ser presságio de vitalidade: eternidade
Um lugar de vitalidade, de recarregamento de baterias, um supremo campo… um Refúgio…
João Paulo S. Félix

1 comment:

hiperacti'Voz said...

um texto muito lindo, sem duvida uma leitura agradável...parabéns