Monday, January 11, 2010

Ver nevar... Um espectáculo a admirar...




Uma noite de neve profunda…
Estou deitado no meu leito, quando nada começo a ouvir no exterior
E esse acontecimento, causa em mim inquietude, receio, temor
Pelo que pode ter sucedido, será que o planeta foi sucumbido?
Até que tenho um ataque de coragem, um ataque proibido
O ataque de o estore levantar e de o meu ser fascinar
Vejo algo belo, algo de pasmar, algo de maravilhar, vejo quedar… vejo nevar
Esse fenómeno coloca-me refém e permite-me uma cadeira puxar para a ficar a admirar
A cair, cair, cair, simplesmente a cair
Cai muda e silenciosa para não acordar o bebé que está a dormir
Vejo-a branca, pura, virgem, imaculada
A cobrir de forma meticulosa cada milímetro de estrada
Para que a circulação seja por ela paralisada
Para que quem conduz como eu possa ficar: a contempla-la
Tudo se torna branco, tudo se torna luz, tudo se torna esplendor
Nesta noite em que a neve vem-nos dotar do seu calor
Calor que de manhã fará as crianças ficar com furor
Para nela poderem brincar, para nela se poderem divertir
E a pensar nesse cenário ao meu cérebro começam a advir
As minhas memórias de infância de prazer na neve, memórias de prazer de Inverno
Algo que quero sempre recordar, algo que quero sempre lembrar, como sendo algo de eterno…
João Paulo S. Félix

1 comment:

Cristina Bernardes said...

O Prof.ª Conceição enviou-me duas fotos fantásticas de Lamego ontem no final do dia, coloquei no blogue... vai la espreitar, estão lindas...

Também lá estão duas minhas e duas da Prof.ª Cátia...

Espero que gostes.